Ensaios

Alan e Paulo

O amor de Alan e Paulo <3 

“Antes de nos conhecermos tínhamos uma impressão errônea sobre o outro. Nos víamos com antipatia, nos achávamos fúteis. Até que em março de 2013 nos encontramos em um chat e conversamos muito, nos identificamos e a conexão surgiu sem mesmo perguntarmos o nome um outro. Ao trocarmos contato nos surpreendemos ao ver que o destino nos jogou na cara sobre como devemos oportunizar os encontros e nos darmos a chance de permitir-nos.

Nos permitimos e juntos descobrimos o amor, descobrimos o respeito e a vontade de juntos formarmos a nossa família.

Esse amor se multiplicou e não nos coube somente nos rendendo como fruto de puro amor a adoção dos nossos dois filhos!

Juntos, enfrentamos nossas famílias, nossos amigos, a sociedade em geral. Enfrentamos o tabu do casamento homoafetivo. Depois enfrentamos a adoção homoparental!

Não vamos parar por aqui, pois o amor tem que ser visto, tem que ser respeitado!

Se tivéssemos que escolher uma canção que representa o nosso amor, certamente seria...

MONTE CASTELO

“Ainda que eu falasse a língua do homens.

E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

É só o amor, é só o amor.

Que conhece o que é verdade.

O amor é bom, não quer o mal.

Não sente inveja ou se envaidece.

O amor é o fogo que arde sem se ver.

É ferida que dói e não se sente.

É um contentamento descontente.

É dor que desatina sem doer.

Ainda que eu falasse a língua do homens.

E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.

É um não querer mais que bem querer.

É solitário andar por entre a gente.

É um não contentar-se de contente.

É cuidar que se ganha em se perder.

É um estar-se preso por vontade.

É servir a quem vence, o vencedor

É um ter a quem nos mata a lealdade.

Tão contrário a si é o mesmo amor.

Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem.

Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face.

É só o amor, é só o amor.

Que conhece o que é verdade.

Ainda que eu falasse a língua dos homens.

E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria”.

(Compositores: JUNIOR RENATO MANFREDINI)